ah o vermelho!
Uma cor tão bela
tão vibrante
algo tão intenso
a cor de minha alma
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Vermelho, a cor do sangue
a cor do ferro
o cheiro do ferro me entristece
isso preenche meu corpo de vermelho!
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Ah! o vermelho, tal cor me lembra a arte
Ah! a arte, um movimento tão belo!
expressar as loucuras internas de sua cabeça
seria isso a arte?
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Recentemente me deparei com um cenario inusitado em minhas caminhadas, um lugar sujo, imundo, depravado, irreal, mas tão belo, era como idealizar o impossivel! Fiquei maravilhado, tão maravilhado que resolvi que voltaria com frequência para apreciar o local, com uma das nada justas habilidades que adiquiri com uma velha bruxa, ah sim, a bruxa da vida.
Tal local preenche meu corpo de vermelho sempre que volto para lá. Em uma de minhas visitas me deparei com algo novo, um garoto deitado no chão, ele se levantava lentamente, seus movimentos pareciam com os de alguem que já sabia do destino, ele aponta para uma garota, ela aponta de volta, ambos sem as vestes de cima, ambos já sabem de seus destinos, ambos caminham para a vida, eles apertam as mãos um do outro, em seguida, chocam suas cabeças violentamente uma contra a outra, de novo, de novo, e de novo.
O sol vermelho acordou! ele abre seus olhos para julgar, é a unica coisa que ele sabe fazer, ele não tem mãos, mas aponta milhares delas para julgar a situação que presencio, assim que o julgamento começa eles param, encharcados de sangue, mas o sol decretou, Que venha a fome! eles agora desesperados, como se o saber do futuro não importasse mais, só o presente, ambos devoram os corpos do outro, é uma cena viceral, horrivel, suja, inumana, mas meu corpo se enche de vermelho, eles devoram suas tripas até não sobrar mais nada, o julgamento acabou!
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Olá uma vez mais, adeus uma vez mais! não sei o que hove neste período de tempo, mas não lembro de muitas coisas, talvez o parasita de meu corpo está se assimilando comigo, assim como aquele demônio tambem começou a fazer, parece uma competição para saber quem me consome primeiro, quem transformará minha existencia em uma singularidade. Eu odeio singularidades! Emfim, me expus de mais.
Um até logo de sua... sua? oq eu sou agora?