AGOSTO
Mês de minha criação, que egoismo! recebi a vida por esse tempo. Já quando morri... não sei, quem me matou? Já fazem 6 anos que morri, como morri? Onde morri? Não sei nem quando exatamente parei de viver e comecei a alucinar que minha vida continuava em meu caixão.
Havia outros caixões na velha mina em que levantei de minha morte, não sou eu quem deve tirar suas correntes, muito menos dizer seus símbolos, eu já sei que estão vazios, agora, onde estão? Oq fazem? São mais três, quem seriam esses três defuntos deturpados a se juntar a mim?
Oh falho deus, que celebre mais um ano em que seu falho filho anda por ai... mais um ano em que vê onde errastes em mim, se és perfeito, por que me deu tantos problemas? Por que me matou? Por que inplantastes um parasita e uma semente em mim? Me diga falso pai!
O que? Não me darias uma cruz maior do que posso carregar? Que grande piada! A unica coisa que carrego é uma corda no pescoço e centenas de doenças. Você é irritante, é azul de mais, não fala muito e nem pouco, não é o equilibrio nem o extremo, sua singularidade me irrita! Quero que vá você, seus sóis, seus messias e suas luas para longe, sua presença ne prende, seus olhos me prendem, suas ordens disfarçadas de calor, tudo em vc me torna ruim, malditos sentimentos maldito corpo, bendita alma!
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Aqui jaz meu sangue
Aqui acorda o esgoto que corre pelas minhas veias
Aqui jaz minha vida
Aqui acorda minha alma
Aqui se vai meu terror
Aqui vem meu medo
Aqui se vai minha pureza
Aqui vem minha distopia
Aqui morrem aqueles que ouviram
Aqui nascem aqueles que escolheram gritar
Aqui morrem pecados
Aqui nascem desejos
Aqui deixam seus principios
Aqui criam seus talentos
Aqui deixam seus órgãos sexuais
Aqui criam aberrações jamais vistas
AQUI.