segunda-feira, 31 de agosto de 2026

AGOSTO

Mês de minha criação, que egoismo! recebi a vida por esse tempo. Já quando morri... não sei, quem me matou? Já fazem 6 anos que morri, como morri? Onde morri? Não sei nem quando  exatamente parei de viver e comecei a alucinar que minha vida continuava em meu caixão.


Havia outros caixões na velha mina em que levantei de minha morte, não sou eu quem deve tirar suas correntes, muito menos dizer seus símbolos, eu já sei que estão vazios, agora, onde estão? Oq fazem? São mais três, quem seriam esses três defuntos deturpados a se juntar a mim?


Oh falho deus, que celebre mais um ano em que seu falho filho anda por ai... mais um ano em que vê onde errastes em mim, se és perfeito, por que me deu tantos problemas? Por que me matou? Por que inplantastes um parasita e uma semente em mim? Me diga falso pai! 

O que? Não me darias uma cruz maior do que posso carregar? Que grande piada! A unica coisa que carrego é uma corda no pescoço e centenas de doenças. Você é irritante, é azul de mais,  não fala muito e nem pouco, não é o equilibrio nem o extremo, sua singularidade me irrita! Quero que vá você, seus sóis, seus messias e suas luas para longe, sua presença ne prende, seus olhos me prendem, suas ordens disfarçadas de calor, tudo em vc me torna ruim, malditos sentimentos maldito corpo, bendita alma!

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Aqui jaz meu sangue

Aqui acorda o esgoto que corre pelas minhas veias

Aqui jaz minha vida

Aqui acorda minha alma


Aqui se vai meu terror

Aqui vem meu medo

Aqui se vai minha pureza

Aqui vem minha distopia


Aqui morrem aqueles que ouviram

Aqui nascem aqueles que escolheram gritar

Aqui morrem pecados

Aqui nascem desejos


Aqui deixam seus principios

Aqui criam seus talentos

Aqui deixam seus órgãos sexuais

Aqui criam aberrações jamais vistas

AQUI.

AGOSTO Mês de minha criação, que egoismo! recebi a vida por esse tempo. Já quando morri... não sei, quem me matou? Já fazem 6 anos que morri...